quarta-feira, 31 de março de 2010

O Fenômeno chamado Turismo...


"Ah não! Porque você ganha a vida no mole. Fazer turismo? Quisera eu! Viagens e mais viagens, fora o lucro envolvido... Turismo é coisa pra gente rica, classuda, além de ser a profissão do momento..."

O eufemismo mencionado acima serve como base de reflexão acerca do FENÔMENO: afinal de contas, o que é, para que serve, e como acontece esse "tal" de turismo? Além disso, a pergunta mais importante seria: o que os profissionais da área (considerando principalmente os turismólogos) têm feito para correta divulgação de seu instrumento de trabalho?

Falar em turismo sob perspectiva econômica é algo relativamente fácil. Fazer o turismo sob tal perspectiva é mais fácil ainda, já que é muito comum enxergar o turista como a "máquina de fazer dinheiro". Mas é importante lembrar que, por detrás desta "casa da moeda", há sempre um ser movido a sonhos e sensações...

Pronto! chegamos em um ponto (ainda pouco pensado) da atividade: o turismo como indústria dos sonhos e área de intensos choques culturais, fatores tais provocados pela necessidade básica de sua ocorrência: a relação existente entre profissionais e turistas, seja esta dada direta ou indiretamente.

O turismo serve sim para mexer com o imaginário, se não o fosse, para que a necessidade de se programar uma viagem, ou um roteiro turístico por exemplo? O turista nunca visitará um local por obrigação. Ele se vê diante de um livro de escolhas, e sendo assim, escolherá um capítulo, viajará por meio de sua imaginação ( de acordo com toda a descrição que é dada do local pretendido), e contará a sua própria história após viver a experiência. Se esta corresponder as suas expectativas, se ele viver cada detalhe como realmente imaginara, a história com toda certeza terá um final feliz, mas caso o contrário...

Não se deve ainda esquecer que durante o registro de sua história, ele (turista) terá contato com diferentes pessoas, diferentes hábitos, diferentes costumes, tudo diferente à sua realidade; melhor dizendo, terá contato com outras culturas. Daí dizer que o turismo é uma área de intensos choques culturais.

Para finalizar, cito agora a que talvez seja uma (dentre várias) das mais belas missões/perspectivas do turismo, proferida durante a aula de Espaço Turístico Brasileiro, do professor Marcello Tomé: " A geografia é muito importante , principalmente para o Turismo. Não sei se vocês já leram o livro do Yves Lacoste, A GEOGRAFIA SERVE , ANTES DE MAIS NADA, PARA FAZER A GUERRA (nisso, ele nos contou uma história proveniente da França, onde um general visitou com sua família a ponte que fica sobre o rio Sena e algum tempo depois foi advertido a destruir a mesma. Ele pensou: "como posso fazer isso, se há pouco estive lá com minha família e temos ótimas recordações do lugar?". Se fazendo de desentendido, o general simplesmente ignorou a ordem e não destruiu a ponte). Agora, por que vocês acham que o general não fez isso? É simples: porque ele conheceu o local, ele vivenciou a alma do lugar. Talvez, se o Bush tivesse conhecido Bagdá com sua família anteriormente, assim como fez o general da história, não teria tomado a decisão de entrar em guerra, de bombardear a cidade. E como isso é possível? Através do TURISMO! (...) A geografia pode servir realmente para tal fim, mas se tivesse tempo suficiente, escreveria outro livro, oposto ao do Lacoste, cujo título seria: O TURISMO SERVE, ANTES DE MAIS NADA, PARA FAZER A PAZ (...)".

Rebecca P. Freitas






Visitas no Janela do Turismo


domingo, 28 de março de 2010

Conhecendo a Ilha de Paquetá....

Paquetá foi totalmente transformado em Área de Preservação do Ambiente Cultural - APAC, rico em lendas e importantes passagens na formação cultural do Rio de Janeiro e mesmo do Império e da República. Possuidor de um imenso e importante acervo arquitetônico e paisagístico, com diversos bens tombados e preservados e um estilo de vida comunitário que o isolamento geográfico guardou com carinho.


Como Chegar
: Da Praça XV saem Barcas direto para Paquetá, e de paquetá direto para Praça XV; Veja a baixo:

HORÁRIOS DIÁRIOS PARA PAQUETÁ - BARCAS S/A

RIO / PAQUETÁ05:1507:1010:3013:3016:0017:4519:0021:0023:00
PAQUETÁ / RIO05:3007:0009:0012:0015:0017:3019:1520:3022:15
DIAS ÚTEIS / FINAIS DE SEMANA / FERIADOS - R$4,50
TEMPO APROXIMADO DE TRAVESSIA: 70 MIN. - CENTRAL DE ATENDIMENTO: 0800 70 44 113
www.barcas-sa.com.br


Com travessia de aproximadamente de 70 minutos, se pode ter um lindo visual da Baia de Guanabara: Ilha fiscal; Ponte Rio/Niterói; Ilha do Sol; Jurubaíbas, etc.
Você Também pode Chegar em aerobarcos ou catamarãs, que fazem o trajeto em apenas 20 Minutos.

Durante o trajeto e ao chegar, você vai encontrar este local:

Veja onde se localiza a Ilha de Paquetá na Baia de guanabara:


Marianna Pinheiro





Janela do Turismo

quinta-feira, 25 de março de 2010

Estereótipo Turístico do Brasil

Como esse assunto se repete a cada aula,como ocorreu hoje na aula de Espaço Turístico Brasileiro do professor Marcello Tomé, optei por entrelaçar as idéias das postagens anteriores.

Primeiro por definição: Estereótipo turístico é a imagem preconcebida de um determinado lugar.
Como falar em estereótipo turístico brasileiro sem citar Carmem Miranda,"a pequena notável"? A cantora brasileira que mais fez sucesso no exterior, como EUA e Japão, levando consigo a alegria,requebrado e características marcantes. A primeira impressão que ficou para os estrangeiros foi que o Brasil,nada mais é, um país contagiante e multicolorido. Para alguns muito libertino também, já que ela era usuaria drogas e demonstrava características muito além da época.
Pois bem, quem via Carmem Miranda estereotipava o Brasil como por um lado ' país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza' ou por outro ' que país é esse? É a * do Brasil'.
Assim como ela, as músicas e os filmes também atingem diretamente o turismo, positivamente ou não.
Estereótipo esse, fomentado pelas agências de viagens,veículos de comunicação e por comerciantes que visam o turista estrangeiro. Agora o que fazer para poder mudar o lado ruim disso tudo? Será que vale a pena o Brasil ser reconhecido pelas mulatas de biquini em Copacabana, pelas Havaianas personalizadas,pela libertinagem e pelo povo que acorda dançando e vai dormir cantando? Até onde deve-se explorar esse estereótipo para obter lucros? Como pode o próprio trade estimular o turismo sexual do Brasil? Enfim... existe solução?! Ou melhor, o Brasil quer mesmo mudar essa imagem?!
Esse assunto daria ínumeras postagens e ainda sobraria pontos à discutir...

Nayara Sereno





Janela do Turismo

quarta-feira, 24 de março de 2010

Imagem do Brasil no exterior [parte 2]



O país do samba, do futebol, das belíssimas paisagens naturais, do povo hospitaleiro, é também o país das mulatas (viva o carnaval!), das popozudas, do povo "favelado", dos corruptos, dos maiores escândalos... É essa imagem que tantos, principalmente os turistas estrangeiros, têm em mente no que diz respeito ao Brasil.

Bem, a problemática não é nada moderna. A imagem estereotipada de nosso país é fruto que vem crescendo (cada vez mais) há cerca de 20 anos. Engana-se quem pensa que a culpa é somente dos turistas, pois o "x" da questão encontra-se sobretudo na correta divulgação do lugar, seja ela local ou internacional.

A divulgação é tão importante, que se não feita corretamente, vira alvo da comunicação falha entre turistas e receptores. Bom exemplo disso é o episódio do desenho OS SIMPSONS (OS SIMPSONS NO BRASIL), onde o país, especificamente a cidade do Rio de Janeiro, é tomado como um aglomerado de aspectos negativos: aqui se faz o que quer, é necessário ter em mãos um guia antifurto, se fala qualquer idioma (alusão ao Bart querendo aprender espanhol para se comunicar) , mulheres se expondo vulgarmente, a chamada "cidade suja", e o principal, a idéia do "bom selvagem", já que "convivemos" no meio de animas da selva, e corremos o risco de nos deparar com um deles a qualquer momento...

Fora isso, já que a problemática é abordada por um outro país, ainda temos que conviver com a limitação de recursos de divulgação por parte de nosso próprio território. O roteiro turístico da cidade do Rio de Janeiro por exemplo, é fechado no chamado top 10 (Copacabana, Ipanema, Leblon, assim como a Urca com o pão-de-açúcar, e o Cristo Redentor/ Morro do Corcovado); se levarmos em consideração, no roteiro são incluídas somente áreas nobres. O que dizer das inúmeras opções e/ou recursos, situados em outras regiões da cidade (as chamadas áreas menos favorecidas), mas não menos vastas e ricas quanto ao seu legado cultural? O que dizer dos museus que possuímos com inúmeras e preciosas informações sobre a história do país?

Além disso, contamos também com a "ajuda" de outros recursos, como os guias turísticos, que por sua vez trabalham com a motivação visual do turista por meio de bumbuns arrebitados, micro-biquínis, o malandro carioca, o jeitinho brasileiro de ser; sem contar nos slogans, nas letras de algumas músicas, etc, etc, etc...
E agora, o que fazer?


Rebecca Freitas






Janela do Turismo

terça-feira, 23 de março de 2010

Imagem do Brasil no exterior


Assistindo as aulas da professora Valéria Guimarães de Desenvolvimento Cultural no 1º e agora no 2º período, entramos numa questão que por muito tempo permeia o cenário do turismo brasileiro: aquela imagem voltada para a sensualidade da mulher, muitas vezes ligada à vulgaridade.

O fator de associação se dá de certa forma, até mesmo por culpa da imagem que vinculamos lá fora, como por exemplo, cartões-postais com mulheres de biquinis micro.

Hoje mesmo, a professora passou um vídeo de uma agência de viagens que trás indignação para os brasileiros, pois essa imagem acaba sendo tida como a que todos os brasileiros possuem, e sabemos que não é verdade.

Um casal de estrangeiros jantando normalmente, de repente aparece uma brasileira com um top e uma saia com um menininho. Na sala deles tinha uma foto de quando eles foram ao Brasil, e atrás do homem, passando, aparece essa mulher na foto, parecia ser a garçonete. E no final da propaganda ainda tem uma frase do tipo: "Você faz o que quiser da sua viagem."
É preciso que o turista, antes de mais nada, pesquise sobre o país que irá visitar para não ter a noção apenas do que a mídia e os meios de comunicação passam, mas criar a sua própria. Sabemos que o Brasil tem vários atributos como o povo hospitaleiro, os pontos turísticos, a gente (diversidade), a particularidade de cada região, dentre outros e não apenas os famosos 3 "S": Sun, Sea and Sex.
Mariana Ribeiro.

sábado, 20 de março de 2010

União para melhorar o Turismo Brasileiro

O Instituto Brasileiro de Turismo – EMBRATUR -, em conjunto com o Google Brasil anunciou o lançamento do primeiro canal do mundo Google/YouTube, que combina mapas do Google e vídeos e promove uma experiência interactiva com o Instituto Brasileiro de Turismo.

O objetivo é oferecer a visitantes potenciais experiências que estimulem os planos de viagem e iniciar os preparativos para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, segundo notícia do New York Times.

Que se encontra em www.youtube.com/visitbrasil, o site possui, neste momento, mais de 85 vídeos sobre o Brasil. Esta é a primeira união do Google Maps e YouTube até agora, e neste tipo de envolvimento.

De forma a assegurar que os utilizadores de todo o mundo consigam visualizar correctamente os vídeos, estes irão estar legendados em diversos idiomas. Entre outras estratégias, o Instituto com esta parceria pretende que o canal, da marca Brasil, seja projetado de forma a alcançar estes objetivos, forneça informações aos viajantes, partilhando a sua experiência no destino Brasil.
Marianna Pinheiro.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Rio de Janeiro contra a diminuição de royalties



O governador do Rio de Janeiro convocou toda população a sair ás ruas e protestar contra o corte das verbas dos royalties; "Contra a Covardia! Em Defesa do Rio!".
Primeiramente, vamos esclarecer o que são royalties e porque a Câmara e alguns governadores estão a favor dessa diminuição. Os royalties são uma compensação financeira que as empresas que exploram e produzem petróleo e gás natural precisam pagar ao Estado. Assim,os valores são divididos com a União,estados e municípios, sendo uma maior porcentagem aos produtores. Essa distribuição foi julgada como injusta e foram buscar a igualdade; através da Emenda Ibsen. Pensando assim, a emenda deveria ser aprovada devido tal democracia que o Brasil tanto promove. Porém,para o Rio de Janeiro que recentemente ganhou os Jogos Olímpicos Rio 2016, a aprovação da Emenda e consequente diminuição dos royalties, quebraria o contrato do Comitê Organizador com o Comitê Olímpico Internacional. Ou seja, não seria a sede da Olimpíada 2016 e também afetaria a Copa do Mundo.
Então, hoje aconteceu a manifestação na Candelária, no Centro do Rio, que seguiu pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia, onde houve um ato público. O povo se uniu e mostrou que é carioca, e acima de tudo brasileiro!
Nayara Sereno