quarta-feira, 7 de abril de 2010

ENTBL 2010


Com o tema Turismo e Transdisciplinaridade: novos desafios, o ENTBL (Encontro Nacional de Turismo com Base Local) chega a Niterói em sua 11ª edição para serem discutidas várias questões referentes ao fenômeno do turismo e suas diferentes interfaces. O evento é uma ótima oportunidade para alunos e profissionais da área terem uma reflexão teórico-metodológica por meio de apresentações de grupos de trabalho, painés e mesas de debate. Foram divididos 7 eixos temáticos, cada um bem distinto e abrangente e foi instituída a Jornada Científica para contemplar os alunos da graduação.

O ENTBL é um dos principais eventos nacionais de turismo e acontece desde 1997, reunindo os principais estudiosos do assunto. É bienal e já tem sua 10ª edição, sendo a última realizada em João Pessoa – PB.

Dentre vários palestrantes renomados que virão nesta ediçao, destacam-se Rémy Knafou - Université Paris 1 Pantheón - Sorbonne, Marcelino Castillo Nechar - Universidad Atónoma del Estado de Mexico - UAEM e Carlos Costa - Universidade de Aveiro, além de brasileiros como Eduardo Yázigi – USP e Bianca Freire – UERJ/FGV.

Muitos estudantes de outros estados e cidades vem para o evento, e por isso é necessário hospedagem, no qual em Niterói, tal serviço não comporta muitas pessoas.
Alunos que buscam ganhar um dinheirinho a mais e fazer trocas de experiência com outras pessoas de fora, podem procurar a profª Telma Lasmar no Laboratório de Eventos, para adicionar seu nome ao banco de dados do serviço de “cama e café”, que será feito diretamente com os que oferecem o serviço e os que estão interessados, a fim de alunos da UFF oferecerem suas casas (que tenha uma cama e café da manhã) no valor fixo de R$30,00 a diária.

O ENTBL acontecerá entre os dias 12 e 14 de abril no Teatro Municipal de Niterói e nas salas de aula da faculdade de turismo da UFF. É uma ótima oportunidade para discussões e interpretações sobre os mais variados assuntos relacionados ao Turismo. Não percam!!!

TAXA DE INSCRIÇÃO

Até 14/02/2010
ESTUDANTES GRADUAÇÃO
R$ 60,00
GRADUADOS, PÓS-GRADUANDOS E PROFISSIONAIS
R$ 120,00

15/02/2010 a 14/03/2010
ESTUDANTES GRADUAÇÃO
R$ 100,00
GRADUADOS, PÓS-GRADUANDOS E PROFISSIONAIS
R$ 200,00

15/03/2010 a 13/04/2010
ESTUDANTES GRADUAÇÃO
R$ 150,00
GRADUADOS, PÓS-GRADUANDOS E PROFISSIONAIS
R$ 300,00

LOCAIS

TEATRO MUNICIPAL DE NITERÓI
Rua XV de Novembro, 35 • Centro • Niterói • Rio de Janeiro

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CIÊNCIAS CONTÁBEIS E TURISMO – UFF
Rua Mário Santos Braga, 30 • Campus do Valonguinho • Centro • Niterói • Rio de Janeiro
Rua Mário Santos Braga, 30, sala 714 • Campus do Valonguinho • Centro • Niterói • Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2629.9888
Fax. (21) 2629.9888
Email: entbl@turismo.uff.br


Att por Mariana Ribeiro

terça-feira, 6 de abril de 2010

SOS Rio de Janeiro!


A cidade maravilhosa, cheia de encantos mil, virou alvo de uma situação atípica da região, entrando assim num estado de calamidade que perdura há mais de 24 horas: o maior volume de chuva registrado até então, em toda a história do Rio de Janeiro.

Os inúmeros deslizes de terra, desabamentos de casas, soterramento de corpos, o crescente número de óbitos, são fatores que mexem diretamente com a vida de seus moradores, assim como com os setores da economia. Até mesmo o Turismo não foge à regra...

Tomemos como ponto de partida a ineficácia dos meios de transportes, (fundamentais para o acontecimento das atividades turísticas), que se dá durante o período. Há todo instante, reportagens televisivas alertando sobre o bloqueio de trens, ônibus, barcas e principalmente, aviões. Inúmeros voos cancelados... Situação aparentemente normal em tal estado, se não fosse por outro motivo envolvido, de relevante importância para o turismo, mas que aqui encontra-se deficiente: a gestão de pessoas. Nos aeroportos, por exemplo, nenhuma informação é dada aos passageiros, e quando o é, manifesta-se por meio de ameaças por parte dos funcionários para quem as necessita: "não possuímos esta informação no momento, em caso do(a) senhor(a) insistir, chamaremos a polícia". Foi o que registrou uma passageira: "nos sentimos ofendidos diante do ocorrido". Como os turistas interpretariam tal fato, mediante a propagação da imagem de serviços turísticos do Rio de Janeiro?

Outro ponto que merece destaque aqui, é a questão da infra-estrutura da cidade. Estaria o Rio de Janeiro preparado a ponto de sediar eventos importantíssimos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas? Em caso de resposta negativa, o que deveria ser feito? Fixar toda atenção somente à zona sul, ou também investir recursos em áreas de vital importância para os cidadãos, como o centro da cidade por exemplo? O que falar do déficit dos sistemas de drenagem (problema existente há tempos), a falta de estrutura das rodovias, a superlotação das principais vias de acesso da cidade, a degradação da mesma por meio de acúmulo de lixo (neste caso, é importante destacar que a culpa não é somente das autoridades, e conta também com parte da população que não exerce devidamente o seu papel de cidadã , ou seja, protetora da cidade. Um papelzinho aqui, outro papelzinho ali, não fazem muita diferença... A não ser em caso de chuvas fortes como essa, não é mesmo?), e os mais variados etc?

A questão da infra-estrutura é algo essencial para o bom desenvolvimento (até mesmo da atividade turística) do lugar; e no caso do Rio, por ainda apresentar uma grande problemática referente a tal, apresenta também inúmeras consequências (negativas), de altíssimos custos, como foi o caso do alagamento do Museu Casa do Pontal, de arte popular do Brasil, que fica no Recreio, Zona Oeste do Rio. O museu que contém 8 mil obras em seu acervo, foi tomado completamente pela forte enxurrada, e a administração ainda não consegue avaliar os danos. Perda irreparável, tanto para a cidade, quanto para o Turismo! (fonte: portal globo de informações).

Por fim, só nos resta uma pergunta: qual será o próximo passo para oferecer boas condições à nossa cidade, aos turistas que dela gostam, e principalmente aos moradores? Já que sem boas condições para a população local, não há boas condições para os turistas, e sem o aval da primeira, nenhuma atividade turística consegue ir em frente...

Rebecca P. Freitas






Janela do Turismo

quarta-feira, 31 de março de 2010

O Fenômeno chamado Turismo...


"Ah não! Porque você ganha a vida no mole. Fazer turismo? Quisera eu! Viagens e mais viagens, fora o lucro envolvido... Turismo é coisa pra gente rica, classuda, além de ser a profissão do momento..."

O eufemismo mencionado acima serve como base de reflexão acerca do FENÔMENO: afinal de contas, o que é, para que serve, e como acontece esse "tal" de turismo? Além disso, a pergunta mais importante seria: o que os profissionais da área (considerando principalmente os turismólogos) têm feito para correta divulgação de seu instrumento de trabalho?

Falar em turismo sob perspectiva econômica é algo relativamente fácil. Fazer o turismo sob tal perspectiva é mais fácil ainda, já que é muito comum enxergar o turista como a "máquina de fazer dinheiro". Mas é importante lembrar que, por detrás desta "casa da moeda", há sempre um ser movido a sonhos e sensações...

Pronto! chegamos em um ponto (ainda pouco pensado) da atividade: o turismo como indústria dos sonhos e área de intensos choques culturais, fatores tais provocados pela necessidade básica de sua ocorrência: a relação existente entre profissionais e turistas, seja esta dada direta ou indiretamente.

O turismo serve sim para mexer com o imaginário, se não o fosse, para que a necessidade de se programar uma viagem, ou um roteiro turístico por exemplo? O turista nunca visitará um local por obrigação. Ele se vê diante de um livro de escolhas, e sendo assim, escolherá um capítulo, viajará por meio de sua imaginação ( de acordo com toda a descrição que é dada do local pretendido), e contará a sua própria história após viver a experiência. Se esta corresponder as suas expectativas, se ele viver cada detalhe como realmente imaginara, a história com toda certeza terá um final feliz, mas caso o contrário...

Não se deve ainda esquecer que durante o registro de sua história, ele (turista) terá contato com diferentes pessoas, diferentes hábitos, diferentes costumes, tudo diferente à sua realidade; melhor dizendo, terá contato com outras culturas. Daí dizer que o turismo é uma área de intensos choques culturais.

Para finalizar, cito agora a que talvez seja uma (dentre várias) das mais belas missões/perspectivas do turismo, proferida durante a aula de Espaço Turístico Brasileiro, do professor Marcello Tomé: " A geografia é muito importante , principalmente para o Turismo. Não sei se vocês já leram o livro do Yves Lacoste, A GEOGRAFIA SERVE , ANTES DE MAIS NADA, PARA FAZER A GUERRA (nisso, ele nos contou uma história proveniente da França, onde um general visitou com sua família a ponte que fica sobre o rio Sena e algum tempo depois foi advertido a destruir a mesma. Ele pensou: "como posso fazer isso, se há pouco estive lá com minha família e temos ótimas recordações do lugar?". Se fazendo de desentendido, o general simplesmente ignorou a ordem e não destruiu a ponte). Agora, por que vocês acham que o general não fez isso? É simples: porque ele conheceu o local, ele vivenciou a alma do lugar. Talvez, se o Bush tivesse conhecido Bagdá com sua família anteriormente, assim como fez o general da história, não teria tomado a decisão de entrar em guerra, de bombardear a cidade. E como isso é possível? Através do TURISMO! (...) A geografia pode servir realmente para tal fim, mas se tivesse tempo suficiente, escreveria outro livro, oposto ao do Lacoste, cujo título seria: O TURISMO SERVE, ANTES DE MAIS NADA, PARA FAZER A PAZ (...)".

Rebecca P. Freitas






Visitas no Janela do Turismo


domingo, 28 de março de 2010

Conhecendo a Ilha de Paquetá....

Paquetá foi totalmente transformado em Área de Preservação do Ambiente Cultural - APAC, rico em lendas e importantes passagens na formação cultural do Rio de Janeiro e mesmo do Império e da República. Possuidor de um imenso e importante acervo arquitetônico e paisagístico, com diversos bens tombados e preservados e um estilo de vida comunitário que o isolamento geográfico guardou com carinho.


Como Chegar
: Da Praça XV saem Barcas direto para Paquetá, e de paquetá direto para Praça XV; Veja a baixo:

HORÁRIOS DIÁRIOS PARA PAQUETÁ - BARCAS S/A

RIO / PAQUETÁ05:1507:1010:3013:3016:0017:4519:0021:0023:00
PAQUETÁ / RIO05:3007:0009:0012:0015:0017:3019:1520:3022:15
DIAS ÚTEIS / FINAIS DE SEMANA / FERIADOS - R$4,50
TEMPO APROXIMADO DE TRAVESSIA: 70 MIN. - CENTRAL DE ATENDIMENTO: 0800 70 44 113
www.barcas-sa.com.br


Com travessia de aproximadamente de 70 minutos, se pode ter um lindo visual da Baia de Guanabara: Ilha fiscal; Ponte Rio/Niterói; Ilha do Sol; Jurubaíbas, etc.
Você Também pode Chegar em aerobarcos ou catamarãs, que fazem o trajeto em apenas 20 Minutos.

Durante o trajeto e ao chegar, você vai encontrar este local:

Veja onde se localiza a Ilha de Paquetá na Baia de guanabara:


Marianna Pinheiro





Janela do Turismo

quinta-feira, 25 de março de 2010

Estereótipo Turístico do Brasil

Como esse assunto se repete a cada aula,como ocorreu hoje na aula de Espaço Turístico Brasileiro do professor Marcello Tomé, optei por entrelaçar as idéias das postagens anteriores.

Primeiro por definição: Estereótipo turístico é a imagem preconcebida de um determinado lugar.
Como falar em estereótipo turístico brasileiro sem citar Carmem Miranda,"a pequena notável"? A cantora brasileira que mais fez sucesso no exterior, como EUA e Japão, levando consigo a alegria,requebrado e características marcantes. A primeira impressão que ficou para os estrangeiros foi que o Brasil,nada mais é, um país contagiante e multicolorido. Para alguns muito libertino também, já que ela era usuaria drogas e demonstrava características muito além da época.
Pois bem, quem via Carmem Miranda estereotipava o Brasil como por um lado ' país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza' ou por outro ' que país é esse? É a * do Brasil'.
Assim como ela, as músicas e os filmes também atingem diretamente o turismo, positivamente ou não.
Estereótipo esse, fomentado pelas agências de viagens,veículos de comunicação e por comerciantes que visam o turista estrangeiro. Agora o que fazer para poder mudar o lado ruim disso tudo? Será que vale a pena o Brasil ser reconhecido pelas mulatas de biquini em Copacabana, pelas Havaianas personalizadas,pela libertinagem e pelo povo que acorda dançando e vai dormir cantando? Até onde deve-se explorar esse estereótipo para obter lucros? Como pode o próprio trade estimular o turismo sexual do Brasil? Enfim... existe solução?! Ou melhor, o Brasil quer mesmo mudar essa imagem?!
Esse assunto daria ínumeras postagens e ainda sobraria pontos à discutir...

Nayara Sereno





Janela do Turismo

quarta-feira, 24 de março de 2010

Imagem do Brasil no exterior [parte 2]



O país do samba, do futebol, das belíssimas paisagens naturais, do povo hospitaleiro, é também o país das mulatas (viva o carnaval!), das popozudas, do povo "favelado", dos corruptos, dos maiores escândalos... É essa imagem que tantos, principalmente os turistas estrangeiros, têm em mente no que diz respeito ao Brasil.

Bem, a problemática não é nada moderna. A imagem estereotipada de nosso país é fruto que vem crescendo (cada vez mais) há cerca de 20 anos. Engana-se quem pensa que a culpa é somente dos turistas, pois o "x" da questão encontra-se sobretudo na correta divulgação do lugar, seja ela local ou internacional.

A divulgação é tão importante, que se não feita corretamente, vira alvo da comunicação falha entre turistas e receptores. Bom exemplo disso é o episódio do desenho OS SIMPSONS (OS SIMPSONS NO BRASIL), onde o país, especificamente a cidade do Rio de Janeiro, é tomado como um aglomerado de aspectos negativos: aqui se faz o que quer, é necessário ter em mãos um guia antifurto, se fala qualquer idioma (alusão ao Bart querendo aprender espanhol para se comunicar) , mulheres se expondo vulgarmente, a chamada "cidade suja", e o principal, a idéia do "bom selvagem", já que "convivemos" no meio de animas da selva, e corremos o risco de nos deparar com um deles a qualquer momento...

Fora isso, já que a problemática é abordada por um outro país, ainda temos que conviver com a limitação de recursos de divulgação por parte de nosso próprio território. O roteiro turístico da cidade do Rio de Janeiro por exemplo, é fechado no chamado top 10 (Copacabana, Ipanema, Leblon, assim como a Urca com o pão-de-açúcar, e o Cristo Redentor/ Morro do Corcovado); se levarmos em consideração, no roteiro são incluídas somente áreas nobres. O que dizer das inúmeras opções e/ou recursos, situados em outras regiões da cidade (as chamadas áreas menos favorecidas), mas não menos vastas e ricas quanto ao seu legado cultural? O que dizer dos museus que possuímos com inúmeras e preciosas informações sobre a história do país?

Além disso, contamos também com a "ajuda" de outros recursos, como os guias turísticos, que por sua vez trabalham com a motivação visual do turista por meio de bumbuns arrebitados, micro-biquínis, o malandro carioca, o jeitinho brasileiro de ser; sem contar nos slogans, nas letras de algumas músicas, etc, etc, etc...
E agora, o que fazer?


Rebecca Freitas






Janela do Turismo

terça-feira, 23 de março de 2010

Imagem do Brasil no exterior


Assistindo as aulas da professora Valéria Guimarães de Desenvolvimento Cultural no 1º e agora no 2º período, entramos numa questão que por muito tempo permeia o cenário do turismo brasileiro: aquela imagem voltada para a sensualidade da mulher, muitas vezes ligada à vulgaridade.

O fator de associação se dá de certa forma, até mesmo por culpa da imagem que vinculamos lá fora, como por exemplo, cartões-postais com mulheres de biquinis micro.

Hoje mesmo, a professora passou um vídeo de uma agência de viagens que trás indignação para os brasileiros, pois essa imagem acaba sendo tida como a que todos os brasileiros possuem, e sabemos que não é verdade.

Um casal de estrangeiros jantando normalmente, de repente aparece uma brasileira com um top e uma saia com um menininho. Na sala deles tinha uma foto de quando eles foram ao Brasil, e atrás do homem, passando, aparece essa mulher na foto, parecia ser a garçonete. E no final da propaganda ainda tem uma frase do tipo: "Você faz o que quiser da sua viagem."
É preciso que o turista, antes de mais nada, pesquise sobre o país que irá visitar para não ter a noção apenas do que a mídia e os meios de comunicação passam, mas criar a sua própria. Sabemos que o Brasil tem vários atributos como o povo hospitaleiro, os pontos turísticos, a gente (diversidade), a particularidade de cada região, dentre outros e não apenas os famosos 3 "S": Sun, Sea and Sex.
Mariana Ribeiro.